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Jornal Vida Económica 06/03/2012

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A importância dos seguros de credito para exportação 25/05/2011

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a importancia...

a importancia dos seguros de credito para exportação

Quase que poderíamos dizer que nunca ouvimos falar
tanto de seguros de créditocomo nos dias que correm.
Porém, o seguro de crédito, tal como o conhecemos,
surgiu nos anos 20 em vários países europeus que
procuravam um instrumentopara estimular as exportações
das suas empresas. 

Por Paulo Morais

E, assim, foram surgindo as primeiras seguradoras
de crédito, apoiadas em rudimentares redes de troca
de informação, onde cada uma partilhava os seus
conhecimentos locais sobre o comportamento dos
pagamentos levados a cabo pelas empresas no país.
Um modelo que permaneceu inalterado ao longo de
meio século, tendo começado a sofrer evoluções
com a globalização e com a aceleração do comércio
internacional que passou a exigir um novo modelo de
seguro de crédito capaz de romper fronteiras.

Assim a capacidade das seguradoras preverem o
comportamento dos pagamentos por parte das
empresas a nível global foi sendo refinado,
bem como a sua capacidade de analisar os
diferentes mercados, o que lhes possibilitou
oferecer às empresas exportadoras opiniões
cruciais sobre a realidade e o comportamento
dos vários mercados. Por isso mesmo e sobretudo
nos conturbados dias que vivemos,
qualquer empresa que abrace os desafios da
exportação deverá recorrer aos seguros
de crédito, devendo antecipadamente analisar
a presença real que o operador que selecciona
tem nos mercados para onde pretende destinar
a sua oferta.

As empresas que recorrem aos seguros de crédito
não só beneficiam da vantagem de se encontrarem
permanentemente informadas sobre a situação
creditícia dos seus clientes, aspecto crucial quando
abordamos mercados distintos e muitas vezes
desconhecidos, como também beneficiam do know-how
e das ferramentas que as seguradoras
têm para efectuarem as recuperações dos créditos
morosos e incobráveis naqueles mercados.
Assim as seguradoras disponibilizam a nível
internacional uma rede de profissionais orientados
para levar a cabo qualquer gestão de recuperação
dos créditos não pagos, libertando as empresas
dos aspectos burocráticos, permitindo-lhes uma
concentração no seu foco principal.

Por outro lado, as persistentes dificuldades
de acesso ao crédito, sobretudo,pelas PME têm
dificultado a sua gestão de tesouraria,
apresentando-se como um dos factores que estão
na base de muitos processos de insolvência judicial.
Neste particular, alguns seguros de crédito incluem
mecanismos de gestão que lhes confere liquidez
antecipada evitando futuros incumprimentos.
Nos casos de dificuldade de cobrança ou mesmo
de insolvência dos devedores torna-se fundamental
contar com uma almofada para minimizar as perdas
potenciais, pois se numa situação normal estas
perdas têm um impacto significativo nos resultados
de uma empresa,
em épocas de forte adversidade, como a actual,
a situação é bem mais gravosa e acaba por
multiplicar o seu impacto negativo.

Cabe às empresas nacionais procurarem aconselhamento
para os riscos que possam incorrer
em cada negócio que perspectivam realizar. O recurso
a um seguro de crédito como sistema

integral de gestão do risco comercial apresenta-se
como essencial nos vários sectores
de actividade, principalmente quando se abordam
mercados externos, uma vez que representam
uma forma de minimizar os riscos de incumprimento.
Tenha-se presente que a sua efectividade baseia-se
numa tripla garantia: prevenção, recuperação e
indemnização.

Se lembrarmos o Barómetro de Práticas de Pagamento
elaborado pelo Grupo Atradius e apresentado em
Portugal pela Crédito y Caución no Verão passado,
compreende-se que apesar de não existir uma
ferramenta de gestão de crédito capaz de garantir
a eliminação pura e simples do risco de crédito,
o uso estratégico de uma combinação de medidas,
sobretudo a protecção que resulta do seguro de
crédito, pode melhorar significativamente as
possibilidades de uma empresa operar com sucesso.

A economia portuguesa precisa de ser dinamizada mas
isso só será conseguido se as empresas utilizarem os
vários recursos e instrumentos colocados à sua
disposição, fundamentalmente e, no que aqui dizrespeito,
aquelesque permitem analisar de forma profissional
os níveis de solvabilidade dos seus clientes e assim
garantir a sustentabilidade do seu negócio. Aconselho às
empresas nacionais que mantenham níveis de precaução
elevados no investimento em novos negócios,
novos parceiros, assim como nas transacções
com parceiros recorrentes e tradicionais,
sem descuidar.
os sistemas de gestão de risco de crédito
que devem estar adequados à realidade
do momento. Estas preocupações devem ainda
enquadrar com normalidade o quotidiano
de qualquer organização sobretudo as que
estreitam ligações com exportações.

Associaçao Portuguesa de Seguradores 24/05/2011

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Sabe se a sua carta de condução já acabou?

A data de renovação que esta indicada na sua carta
de condução pode já não ser válida.

Desde 2008, que a renovaçao da carta de conduçao
passou a ser obrigatoria aos 50, 60, 65, e 70 anos.

 A nao renovaçao da carta de condução pode, nos termos
de legislação em vigor, condicionar o funcionamento do
seguro automovel. Por isso, e porque tem vindo a ser
noticiado que muitos condutores nao tem conhecimento
desta obrigaçao, a Associação Portuguesa de seguradores,
em representação das seguradoras suas Associadas, vem
alerta para a necessidade de renovação da carta de
condução nas datas indicadas no quadro anexo.

Para mais informação, securcredi@lojapostal.com

Fonte: Associaçao Portuguesa de Seguradores. 24-05-2011

Notícias 11/04/2011

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11-04-2011 Fonte Jornal de Negócios

EVITE O SOBRE ENDIVIDAMENTO

3. NEGOCEIE

O CRÉDITO À HABITAÇÃO E SEGURO DE VIDA

Antes de recorrer ao crédito, questione se a compra de uma casa é a melhor solução para o seu caso. Se for, faça várias simulações junto da banca e opte pela mais económica. Verifique o valor do “spread” e tente negociá-lo. Informe-se sobre todas as despesas (comissões, registos provisórios, celebração do contrato, conversão de registos, forma de cálculo e de arredondamento do indexante, entre outros) e simule todos os tipos de taxa, fixa ou variável. Caso opte pela variável, indexada à Euribor, considere alguma margem para uma eventual subida das taxas de juro, somando 1% ou 2% à anunciada. Tenha atenção ao prazo. “Cinquenta anos é um prazo excessivo, é uma relação quase para o resto da vida”, diz Natália Nunes. Contudo, o crédito pode sofrer alterações a qualquer momento, desde que a banca e o consumidor queiram alterar as condições. “Um casal jovem, que está no início de vida, pode eventualmente contratar um crédito mais longo para que a prestação seja mais reduzida. Daqui a uns anos a situação altera-se e pode modificar o empréstimo.” Quanto maior é o prazo, maiores são os juros. No entanto, quando a família já está em dificuldades, uma das condições mais fáceis de negociar é o aumento do prazo.

4. COMPARE TAEG

“Só deve recorrer ao crédito se for indispensável antecipar o consumo que visa financiar”, diz João Calado. Antes de adquiri um cartão de crédito, pergunte-se para que é que o quer. Quando pretende pagar a dívida a 100%, beneficia de um período gratuito e não está verdadeiramente a utilizar o crédito. Aqui, a preocupação deve ser para com a anuidade e custos. Se, pelo contrário, o que quer é um cartão para pagar de forma fraccionada, então, antes de contratar, deve olhar para o valor da TAEG (Taxa Anual Efectiva Global) e escolher a menor. “Os cartões de crédito são um dos créditos mais caros em Portugal. A verdade é que hoje é relativamente fácil aceder-lhes e é o que está mais perto quando surge alguma dificuldade. Muitas vezes, a bola de neve começa nesta utilização”, explica Natália Nunes. A TAEG é o indicador síntese dos custos do cartão. Opte pelos
produtos mais económicos, em termos de anuidade e taxas, depois de pesquisar o que oferece o mercado.

5. FAÇA UM SEGURO

DE PROTECÇÃO AO CRÉDITO

Pondere contratar um seguro de protecção ao crédito que o proteja de eventuais dificuldades, como desemprego ou doença. Antes de o fazer, reúna toda a informação possível sobre as coberturas e exclusões e analise em que condições este o protegerá. Faça várias simulações e esteja atento aos prazos. A maioria dos seguros só pode ser activada 60 dias depois da adesão e quase todas as coberturas têm um período de carência, que pode variar entre um a seis meses. Se for trabalhador independente, são escassas as situações em que fica protegido.

6. RESPEITE

A TAXA DE ESFORÇO

“Devemos ter a preocupação de ver qual é o peso que as prestações dos créditos têm dentro do meu orçamento. Se vir que têm um peso superior a 40% (ganhar 100 euros e os encargos com créditos forem superiores a 400 euros), não quer dizer que esteja numa situação de sobreendividamento, mas começo a apresentar algum risco”, comenta Natália Nunes. Nestas situações, se houver uma alteração dos rendimentos, vai haver mais dificuldade em pagar as dívidas. “É fundamental os consumidores perceberem se têm capacidade financeira para suportar o encargo mensal referente | dívida que estão a pensar contratar”, acrescenta Susana Albuquerque. Se as prestações ultrapassarem a barreira dos 40%, a situação é de alerta. “Eu diria que está proibido de contratar mais crédito”, adianta Natália Nunes.

7. POUPE 100 EUROS
EM REFEIÇÕES

Para gastar menos, mude comportamentos. Desligar as luzes, tirar os carregadores das tomadas, levar uma lista de compras para o supermercado, comparar preços, optar pelas marcas brancas, definir o valor a gastar, resistir ao “marketing” dos produtos, são apenas algumas das atitudes que deve tomar. Susana Albuquerque aconselha-o a comprar apenas a roupa necessária, aproveitando as
promoções e saldos, optar pelos transportes públicos, escolher programas em família gratuitos, rever os contratos de telecomunicações, seguros, reduzir as refeições fora de casa, entre outros. Um estudo da Deco Proteste veio comprovar que se levar refeições de casa para o trabalho, pode poupar quase 100 euros por mês. No pequeno-almoço, preparar o galão ou meia de leite (0,32 euros) e uma sandes de fiambre (0,94 euros) em casa, permite-lhe poupar até 1,71 euros por dias (8,55 euros em cinco dias). Fora, custa 2,65 euros (0,95 euros no galão e 1,70 euro na sandes). A meio da manhã, gasta apenas 23 cêntimos se levar uma maça consigo. Caso opte por um café (0,60 euros) e um pastel de nata (0,90 euros), gasta 1,50 euros. Por dia, poupa 1,27 euros e numa semana de trabalho, a poupança cresce para 6,35 euros. Lanchar numa pastelaria pode custar-lhe 2,75 euros, caso beba uma meia de leite (0,95 euros) e coma um croissant com queijo (1,85 euros). Se levar um iogurte líquido (0,40 euros) e uma sandes de queijo (0,52 euros) de casa, gasta apenas 92 cêntimos, ou seja, menos 1,84 euros. Em cinco dias^teis, a ;. t poupança é de 9,2Òieúros. Se puder, ; leve o almoço/para o trabalho.

8. CONSTITUA UM PÉ DE MEIA

Um fundo de emergência é fundamental: destine um valor para a poupança todos os meses até que este represente cinco a seis vezes o seu rendimento mensal. Quando for confrontado com um imprevisto, como a subida da Euribor, pode utilizá-lo para fazer face às suas necessidades. A maior parte do crédito contratado em Portugal é o crédito à habitação com taxa variável e indexado à Euribor. “Nós vimos, aqui na Deco, que 10% das situações que nos chegavam [em 2008] eram causadas pela subida da Euribor. Se as pessoas tiverem este pé-de-meia para fazer face a essa subida, não entram imediatamente em ruptura” explica Natália Nunes. A aplicação que escolhe para a sua almofada financeira é algo que não deve descurar. Os fundos de emergência precisam de alguma liquidez, pelo que uma conta à ordem que fenda juros ou depósitos a prazo de curta duração são algumas das soluções.

1.  ELABORE

UM ORÇAMENTO FAMILIAR

0 orçamento familiar deve envolver todos os membros do agregado. Além dos rendimentos (vencimento, pensões, subsídios), todas as despesas mensais devem ser incluídas: alimentação, água luz, gás, telefone, Internet, transportes, parquímetros, prestação da casa, do carro, dos cartões, entre outros. “Há uma frase que não é minha, mas que ilustra bem o objectivo: ‘não pode haver mais meses do que dinheiro'”, frisa Natália Nunes. O seu saldo deve ser suficiente para destinar uma parcela para a poupança. “Depois de fazermos este exercício, vamos chegar ao fim do mês e perceber onde gastámos o dinheiro.” O orçamento permite que tenha um olhar critico sobre as suas despesas. “Esta gestão obedece a uma regra de ouro: não consumir mais do que os rendimentos do agregado familiar, idealmente, esta regra deve ser aplicada para o curto, o médio e o longo prazo”, adianta João Calado, coordenador do GOEC.

2. PLANEIE OS GASTOS
ANUAIS

Susana Albuquerque acrescenta outro exercício: a elaboração de um plano de gastos anual que cubra os gastos sazonais, como o regresso às aulas, férias ou o seguro do carro. Com base nesse plano, as despesas ocasionais são divididas por meses. A família coloca uma parcela dos seus rendimentos de parte, para fazer face aos gastos ocasionais e não afectar a gestão do orçamento no mês em que ocorrem. “Sugiro que este plano seja feito em família, em consonância com os objectivos definidos para aquele ano, para que todos se sintam comprometidos com o seu cumprimento”, diz. Também neste caso, deve ser considerada uma parcela para poupança, como se de uma despesa se tratasse.

 *13-10-2010

solvências em Portugal não param de crescer

Portugal registou 1.730 novos processos de insolvência, número que representa um aumento de 37% relativamente ao período homólogo e 11% relativamente ao trimestre anterior.

No terceiro trimestre de 2010, Portugal registou 1.730 novos processos de insolvência, número que representa um aumento de 37% relativamente ao período homólogo e 11% relativamente ao trimestre anterior. Os processos de insolvência em Portugal não param de crescer, sendo que neste trimestre atingiu o seu valor mais elevado dos últimos dois anos. Esta é uma das conclusões do Departamento de Gestão de Risco da Crédito y Caución, que acompanha de perto os processos de insolvência publicados no Diário da República.  O aumento significativo dos níveis de insolvência empresarial teve início no primeiro trimestre de 2009, chegando a superar um milhar de processos trimestrais. Após sucessivos crescimentos trimestrais do número de insolvências, que atingiram no terceiro trimestre deste ano um valor superior a 1.700 processos, todos os indicadores deixam antever a manutenção desta tendência nos próximos períodos.Apesar de ter registado um aumento de 18%, um em cada três processos de insolvências continua a envolver empresas directamente relacionadas com o sector dos serviços. O segundo sector mais afectado é o da Construção, que diminui ligeiramente, seguido do sector Têxtil e da Alimentação/Distribuição, que registam crescimentos em torno dos 10 e 33% respectivamente.A análise inter-trimestral da Crédito y Caución regista uma recuperação em nove sectores e o aumento das insolvências em oito. Em comparação com o segundo trimestre, a maior intensidade foi registada no sector dos Electrodomésticos que duplicou o nº de processos de insolvência, Instalações [aumento de 71%] e Brinquedos [aumento de 57%]. Em contrapartida, os sectores que registam uma melhoria significativa são os das Máquinas e Ferramentas que reduziu para metade o nº de insolvências, Peles e Curtumes [48%] e Electricidade [46%].De acordo com a análise feita pelos especialistas da Crédito y Caución, as persistentes dificuldades de acesso ao crédito pelas Pequenas e Médias Empresas tem dificultado a sua gestão de tesouraria sendo um dos principais factores que estão na base de muitos processos de insolvência judicial.Nesta conjuntura, o seguro de crédito é um instrumento que oferece algumas soluções orientadas para garantir a liquidez das empresas seguradas, nomeadamente através da antecipação do adiantamento das indemnizações subjacentes à apólice.

“Tendo presente estes dados concretos de crescimento sistemático e agravado dos níveis de insolvência, as duras projecções macroeconómicas das principais entidades nacionais e internacionais para a evolução da economia portuguesa e a grande incerteza relativamente ao final de 2010 e 2011, realçamos a extrema importância das empresas aumentarem a vigilância do risco, analisando os riscos comerciais associados a cada um dos clientes. Uma análise rigorosa dos limites de crédito que devem ser atribuídos em cada caso, será seguramente um instrumento que protegerá as empresas de uma perda por eventual situação de insolvência do cliente” salienta Paulo Morais, Director da Crédito y Caución para Portugal e Brasil.

© Crédito y Caución S.A., 2009

Leve PPR 30/11/2010

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Leve – Uma história de sucesso

O Leve é um conceito global de poupança para a Reforma. Mas é sobretudo um PPR com características inovadoras:

Cartão Leve
Um cartão de crédito com um sistema de “cash-back”, isto é, cada vez que pagar com o cartão Leve, uma percentagem das suas compras reverte automáticamente para a sua poupança, até  100€ por mês.
Você paga e vai  poupar

Conceito de poupança “Leve”
É um PPR que aposta numa lógica de poupança feita de pequenos passos:
A partir de 25€ pode constituir a sua poupança. E depois entrega o que quiser e quando quiser.

Recuperação Economia 29/11/2010

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LUZES E SOMBRAS DA RECUPERAÇÃO

Paulo Morais, Director Geral da Crédito y Caución

Ao longo deste ano, a economia mundial tem apresentado claros sinais de recuperação que mantém, ainda assim, contrastes entre países e regiões. De acordo com as últimas previsões semestrais elaboradas pela Crédito y Caución, estima-se que os Estados Unidos finalizem o ano com um crescimento de 3,3%, em linha com os 3,2% do Japão mas muito acima dos 1,1% estimados para a Zona Euro. Entre os países do espaço europeu, as diferenças são igualmente grandes: enquanto a Alemanha e a França crescerão 1,8% e 1,4%, respectivamente, a Itália não ultrapassará os 0,9%, a Espanha continuará a decrescer, apesar de a um ritmo mais lento que em 2009 e Portugal não deverá superar os 0,7% de crescimento.

Esta recuperação já está a produzir efeitos no comércio mundial, cujos riscos e oportunidades para milhões de empresas são a razão de ser do seguro de crédito. Após o registo sustentado de crescimentos médios de 7% desde 1970, em 2009 as exportações das principais economias ocidentais registaram quedas abruptas, entre os 15% e 25%. Contudo, os últimos dados apontam para uma rápida recuperação do comércio mundial, a um ritmo anual de 10%.

No entanto, nem todos os indicadores económicos apresentam a mesma evolução, o que confere algumas sombras a este cenário. Apesar do efeito catalizador induzido pelos pacotes de estímulo nesta recuperação mundial, o consumo e o investimento, principais motores do crescimento a longo-prazo, permanecem débeis. As taxas de desemprego nos Estados Unidos e na Zona Euro estabilizaram-se em torno dos 10%, sendo que nesta última existem diferenças significativas entre os 4% dos Países-Baixos e os 19% de Espanha. A produção industrial persiste 10 pontos percentuais abaixo dos níveis pré-crise, o que deixa antevêr que o desemprego se manterá durante algum tempo muito acima dos níveis de 2008. Da mesma forma, não deveremos esperar melhorias significativas dos sistemas bancários no curto-prazo, o que induz um desafio acrescido para as pequenas e médias empresas.

Ao longo dos últimos dois anos, a profundidade e gravidade da recessão mundial tem-se reflectido de forma intensa e persistente no aumento das insolvências empresariais, contribuindo para um contexto muito complexo no mundo dos negócios. A boa notícia é que as actuais expectativas de recuperação moderada implicam uma estabilização da evolução deste indicador. De acordo com as previsões da Crédito y Caución, as variações dos níveis de insolvência em 2010 nos Estados Unidos e nos mercados da Zona Euro situar-se-ão entre os 5% e 10%. A má notícia é que estima-se um agravamento deste indicador para Portugal, em linha com os últimos dados divulgados pela Crédito y Caución, que empurrará o crescimento no final do ano para o topo deste intervalo de variação. No entanto e a partir de 2011 espera-se uma melhoria generalizada de estes níveis em todos os mercados, se bem que ainda longe dos valores anteriores à recessão.

O meu conselho à generalidade das empresas portuguesas e em especial às empresas exportadoras é que reforcem de forma permanente os seus sistemas de gestão de risco de crédito ao cliente, para serem parte desse crescimento do comércio mundial repleto de oportunidades sem se desprotegerem face às ameaças de incumprimento e sem que isso possa impactar na sua solvabilidade.