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A importância dos seguros de credito para exportação 25/05/2011

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a importancia...

a importancia dos seguros de credito para exportação

Quase que poderíamos dizer que nunca ouvimos falar
tanto de seguros de créditocomo nos dias que correm.
Porém, o seguro de crédito, tal como o conhecemos,
surgiu nos anos 20 em vários países europeus que
procuravam um instrumentopara estimular as exportações
das suas empresas. 

Por Paulo Morais

E, assim, foram surgindo as primeiras seguradoras
de crédito, apoiadas em rudimentares redes de troca
de informação, onde cada uma partilhava os seus
conhecimentos locais sobre o comportamento dos
pagamentos levados a cabo pelas empresas no país.
Um modelo que permaneceu inalterado ao longo de
meio século, tendo começado a sofrer evoluções
com a globalização e com a aceleração do comércio
internacional que passou a exigir um novo modelo de
seguro de crédito capaz de romper fronteiras.

Assim a capacidade das seguradoras preverem o
comportamento dos pagamentos por parte das
empresas a nível global foi sendo refinado,
bem como a sua capacidade de analisar os
diferentes mercados, o que lhes possibilitou
oferecer às empresas exportadoras opiniões
cruciais sobre a realidade e o comportamento
dos vários mercados. Por isso mesmo e sobretudo
nos conturbados dias que vivemos,
qualquer empresa que abrace os desafios da
exportação deverá recorrer aos seguros
de crédito, devendo antecipadamente analisar
a presença real que o operador que selecciona
tem nos mercados para onde pretende destinar
a sua oferta.

As empresas que recorrem aos seguros de crédito
não só beneficiam da vantagem de se encontrarem
permanentemente informadas sobre a situação
creditícia dos seus clientes, aspecto crucial quando
abordamos mercados distintos e muitas vezes
desconhecidos, como também beneficiam do know-how
e das ferramentas que as seguradoras
têm para efectuarem as recuperações dos créditos
morosos e incobráveis naqueles mercados.
Assim as seguradoras disponibilizam a nível
internacional uma rede de profissionais orientados
para levar a cabo qualquer gestão de recuperação
dos créditos não pagos, libertando as empresas
dos aspectos burocráticos, permitindo-lhes uma
concentração no seu foco principal.

Por outro lado, as persistentes dificuldades
de acesso ao crédito, sobretudo,pelas PME têm
dificultado a sua gestão de tesouraria,
apresentando-se como um dos factores que estão
na base de muitos processos de insolvência judicial.
Neste particular, alguns seguros de crédito incluem
mecanismos de gestão que lhes confere liquidez
antecipada evitando futuros incumprimentos.
Nos casos de dificuldade de cobrança ou mesmo
de insolvência dos devedores torna-se fundamental
contar com uma almofada para minimizar as perdas
potenciais, pois se numa situação normal estas
perdas têm um impacto significativo nos resultados
de uma empresa,
em épocas de forte adversidade, como a actual,
a situação é bem mais gravosa e acaba por
multiplicar o seu impacto negativo.

Cabe às empresas nacionais procurarem aconselhamento
para os riscos que possam incorrer
em cada negócio que perspectivam realizar. O recurso
a um seguro de crédito como sistema

integral de gestão do risco comercial apresenta-se
como essencial nos vários sectores
de actividade, principalmente quando se abordam
mercados externos, uma vez que representam
uma forma de minimizar os riscos de incumprimento.
Tenha-se presente que a sua efectividade baseia-se
numa tripla garantia: prevenção, recuperação e
indemnização.

Se lembrarmos o Barómetro de Práticas de Pagamento
elaborado pelo Grupo Atradius e apresentado em
Portugal pela Crédito y Caución no Verão passado,
compreende-se que apesar de não existir uma
ferramenta de gestão de crédito capaz de garantir
a eliminação pura e simples do risco de crédito,
o uso estratégico de uma combinação de medidas,
sobretudo a protecção que resulta do seguro de
crédito, pode melhorar significativamente as
possibilidades de uma empresa operar com sucesso.

A economia portuguesa precisa de ser dinamizada mas
isso só será conseguido se as empresas utilizarem os
vários recursos e instrumentos colocados à sua
disposição, fundamentalmente e, no que aqui dizrespeito,
aquelesque permitem analisar de forma profissional
os níveis de solvabilidade dos seus clientes e assim
garantir a sustentabilidade do seu negócio. Aconselho às
empresas nacionais que mantenham níveis de precaução
elevados no investimento em novos negócios,
novos parceiros, assim como nas transacções
com parceiros recorrentes e tradicionais,
sem descuidar.
os sistemas de gestão de risco de crédito
que devem estar adequados à realidade
do momento. Estas preocupações devem ainda
enquadrar com normalidade o quotidiano
de qualquer organização sobretudo as que
estreitam ligações com exportações.

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