Notícias 11/04/2011
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11-04-2011 Fonte Jornal de Negócios
EVITE O SOBRE ENDIVIDAMENTO
3. NEGOCEIE
O CRÉDITO À HABITAÇÃO E SEGURO DE VIDA
Antes de recorrer ao crédito, questione se a compra de uma casa é a melhor solução para o seu caso. Se for, faça várias simulações junto da banca e opte pela mais económica. Verifique o valor do “spread” e tente negociá-lo. Informe-se sobre todas as despesas (comissões, registos provisórios, celebração do contrato, conversão de registos, forma de cálculo e de arredondamento do indexante, entre outros) e simule todos os tipos de taxa, fixa ou variável. Caso opte pela variável, indexada à Euribor, considere alguma margem para uma eventual subida das taxas de juro, somando 1% ou 2% à anunciada. Tenha atenção ao prazo. “Cinquenta anos é um prazo excessivo, é uma relação quase para o resto da vida”, diz Natália Nunes. Contudo, o crédito pode sofrer alterações a qualquer momento, desde que a banca e o consumidor queiram alterar as condições. “Um casal jovem, que está no início de vida, pode eventualmente contratar um crédito mais longo para que a prestação seja mais reduzida. Daqui a uns anos a situação altera-se e pode modificar o empréstimo.” Quanto maior é o prazo, maiores são os juros. No entanto, quando a família já está em dificuldades, uma das condições mais fáceis de negociar é o aumento do prazo.
4. COMPARE TAEG
“Só deve recorrer ao crédito se for indispensável antecipar o consumo que visa financiar”, diz João Calado. Antes de adquiri um cartão de crédito, pergunte-se para que é que o quer. Quando pretende pagar a dívida a 100%, beneficia de um período gratuito e não está verdadeiramente a utilizar o crédito. Aqui, a preocupação deve ser para com a anuidade e custos. Se, pelo contrário, o que quer é um cartão para pagar de forma fraccionada, então, antes de contratar, deve olhar para o valor da TAEG (Taxa Anual Efectiva Global) e escolher a menor. “Os cartões de crédito são um dos créditos mais caros em Portugal. A verdade é que hoje é relativamente fácil aceder-lhes e é o que está mais perto quando surge alguma dificuldade. Muitas vezes, a bola de neve começa nesta utilização”, explica Natália Nunes. A TAEG é o indicador síntese dos custos do cartão. Opte pelos
produtos mais económicos, em termos de anuidade e taxas, depois de pesquisar o que oferece o mercado.
5. FAÇA UM SEGURO
DE PROTECÇÃO AO CRÉDITO
Pondere contratar um seguro de protecção ao crédito que o proteja de eventuais dificuldades, como desemprego ou doença. Antes de o fazer, reúna toda a informação possível sobre as coberturas e exclusões e analise em que condições este o protegerá. Faça várias simulações e esteja atento aos prazos. A maioria dos seguros só pode ser activada 60 dias depois da adesão e quase todas as coberturas têm um período de carência, que pode variar entre um a seis meses. Se for trabalhador independente, são escassas as situações em que fica protegido.
6. RESPEITE
A TAXA DE ESFORÇO
“Devemos ter a preocupação de ver qual é o peso que as prestações dos créditos têm dentro do meu orçamento. Se vir que têm um peso superior a 40% (ganhar 100 euros e os encargos com créditos forem superiores a 400 euros), não quer dizer que esteja numa situação de sobreendividamento, mas começo a apresentar algum risco”, comenta Natália Nunes. Nestas situações, se houver uma alteração dos rendimentos, vai haver mais dificuldade em pagar as dívidas. “É fundamental os consumidores perceberem se têm capacidade financeira para suportar o encargo mensal referente | dívida que estão a pensar contratar”, acrescenta Susana Albuquerque. Se as prestações ultrapassarem a barreira dos 40%, a situação é de alerta. “Eu diria que está proibido de contratar mais crédito”, adianta Natália Nunes.
7. POUPE 100 EUROS
EM REFEIÇÕES
Para gastar menos, mude comportamentos. Desligar as luzes, tirar os carregadores das tomadas, levar uma lista de compras para o supermercado, comparar preços, optar pelas marcas brancas, definir o valor a gastar, resistir ao “marketing” dos produtos, são apenas algumas das atitudes que deve tomar. Susana Albuquerque aconselha-o a comprar apenas a roupa necessária, aproveitando as
promoções e saldos, optar pelos transportes públicos, escolher programas em família gratuitos, rever os contratos de telecomunicações, seguros, reduzir as refeições fora de casa, entre outros. Um estudo da Deco Proteste veio comprovar que se levar refeições de casa para o trabalho, pode poupar quase 100 euros por mês. No pequeno-almoço, preparar o galão ou meia de leite (0,32 euros) e uma sandes de fiambre (0,94 euros) em casa, permite-lhe poupar até 1,71 euros por dias (8,55 euros em cinco dias). Fora, custa 2,65 euros (0,95 euros no galão e 1,70 euro na sandes). A meio da manhã, gasta apenas 23 cêntimos se levar uma maça consigo. Caso opte por um café (0,60 euros) e um pastel de nata (0,90 euros), gasta 1,50 euros. Por dia, poupa 1,27 euros e numa semana de trabalho, a poupança cresce para 6,35 euros. Lanchar numa pastelaria pode custar-lhe 2,75 euros, caso beba uma meia de leite (0,95 euros) e coma um croissant com queijo (1,85 euros). Se levar um iogurte líquido (0,40 euros) e uma sandes de queijo (0,52 euros) de casa, gasta apenas 92 cêntimos, ou seja, menos 1,84 euros. Em cinco dias^teis, a ;. t poupança é de 9,2Òieúros. Se puder, ; leve o almoço/para o trabalho.
8. CONSTITUA UM PÉ DE MEIA
Um fundo de emergência é fundamental: destine um valor para a poupança todos os meses até que este represente cinco a seis vezes o seu rendimento mensal. Quando for confrontado com um imprevisto, como a subida da Euribor, pode utilizá-lo para fazer face às suas necessidades. A maior parte do crédito contratado em Portugal é o crédito à habitação com taxa variável e indexado à Euribor. “Nós vimos, aqui na Deco, que 10% das situações que nos chegavam [em 2008] eram causadas pela subida da Euribor. Se as pessoas tiverem este pé-de-meia para fazer face a essa subida, não entram imediatamente em ruptura” explica Natália Nunes. A aplicação que escolhe para a sua almofada financeira é algo que não deve descurar. Os fundos de emergência precisam de alguma liquidez, pelo que uma conta à ordem que fenda juros ou depósitos a prazo de curta duração são algumas das soluções.
1. ELABORE
UM ORÇAMENTO FAMILIAR
0 orçamento familiar deve envolver todos os membros do agregado. Além dos rendimentos (vencimento, pensões, subsídios), todas as despesas mensais devem ser incluídas: alimentação, água luz, gás, telefone, Internet, transportes, parquímetros, prestação da casa, do carro, dos cartões, entre outros. “Há uma frase que não é minha, mas que ilustra bem o objectivo: ‘não pode haver mais meses do que dinheiro’”, frisa Natália Nunes. O seu saldo deve ser suficiente para destinar uma parcela para a poupança. “Depois de fazermos este exercício, vamos chegar ao fim do mês e perceber onde gastámos o dinheiro.” O orçamento permite que tenha um olhar critico sobre as suas despesas. “Esta gestão obedece a uma regra de ouro: não consumir mais do que os rendimentos do agregado familiar, idealmente, esta regra deve ser aplicada para o curto, o médio e o longo prazo”, adianta João Calado, coordenador do GOEC.
2. PLANEIE OS GASTOS
ANUAIS
Susana Albuquerque acrescenta outro exercício: a elaboração de um plano de gastos anual que cubra os gastos sazonais, como o regresso às aulas, férias ou o seguro do carro. Com base nesse plano, as despesas ocasionais são divididas por meses. A família coloca uma parcela dos seus rendimentos de parte, para fazer face aos gastos ocasionais e não afectar a gestão do orçamento no mês em que ocorrem. “Sugiro que este plano seja feito em família, em consonância com os objectivos definidos para aquele ano, para que todos se sintam comprometidos com o seu cumprimento”, diz. Também neste caso, deve ser considerada uma parcela para poupança, como se de uma despesa se tratasse.
| *13-10-2010
solvências em Portugal não param de crescer Portugal registou 1.730 novos processos de insolvência, número que representa um aumento de 37% relativamente ao período homólogo e 11% relativamente ao trimestre anterior. No terceiro trimestre de 2010, Portugal registou 1.730 novos processos de insolvência, número que representa um aumento de 37% relativamente ao período homólogo e 11% relativamente ao trimestre anterior. Os processos de insolvência em Portugal não param de crescer, sendo que neste trimestre atingiu o seu valor mais elevado dos últimos dois anos. Esta é uma das conclusões do Departamento de Gestão de Risco da Crédito y Caución, que acompanha de perto os processos de insolvência publicados no Diário da República. O aumento significativo dos níveis de insolvência empresarial teve início no primeiro trimestre de 2009, chegando a superar um milhar de processos trimestrais. Após sucessivos crescimentos trimestrais do número de insolvências, que atingiram no terceiro trimestre deste ano um valor superior a 1.700 processos, todos os indicadores deixam antever a manutenção desta tendência nos próximos períodos.Apesar de ter registado um aumento de 18%, um em cada três processos de insolvências continua a envolver empresas directamente relacionadas com o sector dos serviços. O segundo sector mais afectado é o da Construção, que diminui ligeiramente, seguido do sector Têxtil e da Alimentação/Distribuição, que registam crescimentos em torno dos 10 e 33% respectivamente.A análise inter-trimestral da Crédito y Caución regista uma recuperação em nove sectores e o aumento das insolvências em oito. Em comparação com o segundo trimestre, a maior intensidade foi registada no sector dos Electrodomésticos que duplicou o nº de processos de insolvência, Instalações [aumento de 71%] e Brinquedos [aumento de 57%]. Em contrapartida, os sectores que registam uma melhoria significativa são os das Máquinas e Ferramentas que reduziu para metade o nº de insolvências, Peles e Curtumes [48%] e Electricidade [46%].De acordo com a análise feita pelos especialistas da Crédito y Caución, as persistentes dificuldades de acesso ao crédito pelas Pequenas e Médias Empresas tem dificultado a sua gestão de tesouraria sendo um dos principais factores que estão na base de muitos processos de insolvência judicial.Nesta conjuntura, o seguro de crédito é um instrumento que oferece algumas soluções orientadas para garantir a liquidez das empresas seguradas, nomeadamente através da antecipação do adiantamento das indemnizações subjacentes à apólice. “Tendo presente estes dados concretos de crescimento sistemático e agravado dos níveis de insolvência, as duras projecções macroeconómicas das principais entidades nacionais e internacionais para a evolução da economia portuguesa e a grande incerteza relativamente ao final de 2010 e 2011, realçamos a extrema importância das empresas aumentarem a vigilância do risco, analisando os riscos comerciais associados a cada um dos clientes. Uma análise rigorosa dos limites de crédito que devem ser atribuídos em cada caso, será seguramente um instrumento que protegerá as empresas de uma perda por eventual situação de insolvência do cliente” salienta Paulo Morais, Director da Crédito y Caución para Portugal e Brasil. © Crédito y Caución S.A., 2009 |
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